Compatibilidade pesa mais que idade nos relacionamentos, apontam estudos
Relacionamentos com grande diferença de idade estão associados a maior permanência e satisfação com a vida a dois
Durante anos, casais com grande diferença de idade foram alvo de estereótipos, julgamentos e narrativas negativas. No entanto, análises recentes indicam que esse preconceito pode estar mais ligado a normas sociais ultrapassadas do que a evidências concretas sobre a qualidade desses relacionamentos.
Um artigo publicado pelo The Economist destaca que os chamados age gaps, relações em que um parceiro é significativamente mais velho que o outro, não são problemáticos. Segundo a análise, o sucesso amoroso está muito mais associado à compatibilidade de valores, objetivos de vida e comunicação do que ao número de anos que separam o casal. Em muitos casos, duas pessoas de idades diferentes podem estar mais alinhadas emocionalmente e em fase de vida do que parceiros da mesma faixa etária.
O artigo argumenta ainda que muitas das críticas se baseiam mais em normas culturais e preconceitos do que em evidências sólidas sobre o sucesso ou a saúde desses relacionamentos. Em vez de fixar um “ideal” de idade, o enfoque deveria estar em como as pessoas se conectam e se tratam dentro da relação.
Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, afirma que é comum as pessoas terem impressões erradas sobre esse estilo de vida. "Por muitos anos as pessoas polemizaram muito esse modelo de relação sem nem mesmo procurar entender do que se trata. Diria que é a alternativa perfeita para quem quer fugir dos joguinhos de desinteresse. Ser um Sugar Daddy nada mais é do que ser maduro emocionalmente e financeiramente e se basear em generosidade e romantismo", destaca.
Evidências científicas comprovam o artigo
A percepção é reforçada por evidências científicas. Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies, que analisou como diferenças de idade e escolaridade impactam a satisfação conjugal, concluiu que a idade, por si só, não reduz o bem-estar no casamento. Pelo contrário: casais em que o marido é mais velho que a esposa tendem a relatar níveis mais altos de satisfação com a vida a dois.
Por outro lado, os pesquisadores identificaram que a escolaridade pode ter um peso maior na dinâmica conjugal. Quanto mais semelhantes os níveis de educação entre os parceiros, maior tende a ser o bem-estar, especialmente para as mulheres. Possivelmente porque essa proximidade favorece interesses, expectativas e estilos de vida compatíveis.
Quanto a esse dado, Caio explica: “O estilo de vida Sugar ajuda essas jovens a correrem atrás de seus próprios objetivos. Quando o relacionamento é saudável, o parceiro ou parceira sempre almeja e apoia o sucesso do outro, e na relação Sugar isso não é diferente. A Sugar Baby é uma pessoa obstinada, com objetivos claros, e as trocas com um homem maduro, generoso e com uma rede de contatos bem estabelecida ajudam-na a prosperar", destaca.
A conclusão, tanto da análise cultural quanto do estudo acadêmico, aponta para a mesma direção: diferenças de idade não devem ser vistas como um problema estrutural nos relacionamentos. Mais relevante do que a idade cronológica é a sintonia emocional, os objetivos compartilhados e a qualidade da parceria.